domingo, 8 de novembro de 2009

Nú com a mão no bolso


É sabido que a todo o momento somos avaliados. Não sou especialista, mas tendo a imaginar que avaliar, julgar e condenar é do homem, nasce com ele. Assim, concluo que tem sempre alguém de olho em você.

Existem diferentes tipos de avaliação, a física ou estética parece que é a mãe de todas elas, tem início já quando nascemos e nos acompanha até o resto de nossa vida. Durante as avaliações adotamos uma série de atitudes ou comportamentos para nos destacar. O desafio ou segredo de sucesso é ajustar as essas atitudes e comportamentos aos objetivos, resultados esperados e, ao avanço do tempo.

Quando era bebezinho, de bonito que eu era me deram o apelido de Chuquinha, lembro que “peidar” e “arrotar” também era bonitinho..., alívio para mim, e gracinha para os outros. Mas, isso virou um transtorno quando virei Chucão. É bem verdade que entre os amigos cheguei a fazer sucesso, tinha até certo prestígio, mas nada comparado ao Beto.

À medida que o tempo avança, as atitudes e comportamentos adotados estão voltados à adaptação, ao ser aceito. Tens que se tomar cuidado para não cair no ridículo. Afinal, e conforme Nelson Rodrigues – “toda unanimidade é burra”; É nessa fase que adotamos a maior quantidade de atitudes que buscamos esquecer o mais rápido possível. Tudo para agradar e ser aceito.

No mundo corporativo, a avaliação que prepondera é a de desempenho. As atitudes ou comportamentos adotados são voltados à obtenção do resultado e a qualidade dele. O cruel é que por mais elementos métricos que existam, sempre tem um elevado grau de subjetividade. E ai, o que compõem a subjetividade? Bem, aprendi com o tempo, que você está onde está, porque alguém quer. Espero que isso explique....de qualquer forma, é bom evitar peidar ou arrotar.

Dado que falei sobre avançar no tempo, nada mais certo do que falar da avaliação médica. Tão cruel quanto as demais, com uma grande dose de tecnologia, um monte de elementos métricos, que chegam a confundir, uma vez que tem o bom e o ruim, sem falar da dose de sarcasmo. Sarcasmos? Sim, quem já fez colonoscopia sabe o que eu estou falando.

Hoje virou negócio, inclusive com anúncio na TV. Nessa etapa, as atitudes e comportamentos estão voltados para os aspectos preventivos e corretivos. A idéia é que quanto mais preventivos, menos corretivos serão necessários. Será?

Empresas incentivam seus profissionais para que, após os 40 anos, façam a avaliação no mínimo uma vez por ano. Outro dia falo da experiência em ficar na sala esperando a sua vez com o Dr. Zoroastro do Hospital Oswaldo Cruz. Isso sim é que é sarcasmo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Você já deu prova de amor??


Quem nunca pediu prova de amor? Prova de amor faz muitos lembrar muitas coisas e depois de ficar um dia sem nenhuma reflexão, resolvi apelar. Resolvi falar de amor.
Deveria ser fácil, afinal todo mundo veio ao mundo fruto de amor, ama, amou ou amará. Mas, como falar de amor sem ser poético? Então comecei a buscar inspiração nos poemas que tinha lido e, o primeiro que veio a minha mente, foi um escrito pelo meu grande amigo e poeta Rafael, que falava do seu filho. “Pai, o chuveiro está frio......espera esquentar meu filho......Pai, a sopa está quente.......espera esfriar meu filho” .
Nada mais lindo do que amor de Pai para filho. E isso me fez lembrar outro grande amigo, Beto, tão poeta quanto Rafael, e um grande Pai. Dele me veio a lembrança de certa corrida de taxi......”Pai foi você, não foi?” . De poesia não tinha nada, pelo contrário. Mas deixou claro o quanto sua filha era capaz de reconhecê-lo, mesmo com o vento de proa soprando forte. Escrevendo, ficou uma dúvida e o motorista? Preciso perguntar isso a ele.
Agora, seria um erro falar de amor de Pai para filho e não mencionar o Rosinha, que também atendo por Chiquinho. Ufa! Esse ama seus filhos. Dele me lembro de um Natal onde passou sozinho, simplesmente para no dia seguinte entregar o presente para os seus Guris. Doação, isso é amor.
Falar de amor tem que falar do Lord GIRÊ, amigo de muitos amores, alguns desses em outras línguas e de outros continentes. Ama intensamente, chega a irritar. Dele me lembro quando começou a aparecer com berinjelas e parmesão aos nossos churrascos. Está de amor novo, mas agora é sério.
Essa história toda de amor de Pai para filho, fez com que eu lembrasse o meu Pai - Saudades. E também que eu lembrasse os meus filhos. Futuro.
Bom, cada um dá a prova de amor do jeito que achar melhor. Hoje resolvi falar que amo vocês meus amigos e principalmente vocês meus filhos (Netinho e Aninha).

Risco x Oportunidade ou Momento certo?

O tema é confuso, e ai está o barato da discussão.
Inicialmente nos remetemos ao mundo dos negócios, onde os profissionais são treinados para identificar, controlar e proteger os riscos envolvidos em cada uma das oportunidades apresentadas. Tive um chefe que uma vez me disse....”não sou pago para correr risco e sim para ganhar dinheiro” . Bom, fica a pergunta: E o risco?
No mundo do negócio existem pessoas cujo papel estratégico é identificar oportunidades, contudo um contingente muito maior para controlar os riscos relacionados as oportunidades identificadas. Em alguns momentos o controle do risco é a oportunidade.
Para identificar oportunidades a essência é o indivíduo – o talento humano, para controlar riscos é preciso muito mais. Investe-se em sistemas modernos, modelos matemáticos, garantias ou as famosas operações de derivativos exóticas, com duplo carpado twister mega blaster e tudo mais.
Os profissionais envolvidos com o controle ou proteção do risco são muito respeitados, ou por terem uma grande experiência, no caso são os famosos controlers. risk officers, compliance e auditores, ou por ter uma grande inteligência para elaborar as proteções “hedge” que não são simples de se entender.
Assim, temos outra pergunta: investe-se mais no controle do risco do que na identificação ou geração de oportunidades? A resposta é sim, afinal para ganhar dinheiro é preciso não perder.
E como fica o momento certo no mundo dos negócios?... Ele está embutido na oportunidade e tem uma relevância maior, quando usado na divulgação ou propaganda.
Fora do mundo dos negócios essa relação não é muito clara, tendo a imaginar que tudo é tratado de forma separada e muitas vezes quem identifica a oportunidade também controla o risco. Bom daí a vem a frase que costumo usar: “parece chipanzé com navalha afiada na mão”
Alguns papéis estratégicos existentes no mundo dos negócios se aparecem em nossas casas. Nossos filhos são aqueles que na maioria das vezes identificam as “oportunidades” , seja de ir ao cinema, uma balada, uma festa na casa de um dos amigos, um curso no exterior, até mesmo a de se transformar num grande profissional que habitará o mundo dos negócios. Nós, os Pais, somos os controlers. risk officers, compliance, auditores e na maioria das vezes apenas tesoureiro. As operações de hedge estão nos planos de saúde, odontológicos e escolas não dá para fazer nada muito exótico.
Dado que o originador de oportunidades também quer controlar o risco, o momento certo passa ter um peso maior de importância. Fazer a coisa certa no momento certo é tudo que os Pais esperam dos seus filhos. Afinal, assim como no mundo dos negócios é preciso não perder para ganhar.
Fica a pergunta: Perder o que?? A pureza, a infância, os amigos, a oportunidade de ter seus próprios filhos, ou de fazer algo para humanidade. Perder Vida

Que Delicia !!

Foram sete dias intensos, juntos fizemos muitas coisas, conversamos, nadamos, demos risadas e pintou até alguns passeios. Sentirei saudades.

Tenho que agradecer a empresa e aos meus amigos de trabalho a oportunidade de ficar com os meus filhos nesses dias. Afinal, pude eleger o escritório de Campinas como sendo o meu e contei com a ajuda de todos, como sempre. Obrigado a todos - em especial tem a Zezé, que chegou até a apertar o meu “Token” – para pagar umas continhas. Valeu Zezé.

Nesse período, pela primeira vez, fiquei com o sentimento de estar junto com os meus filhos, digo junto não apenas fisicamente, mas no mesmo momento em que eles se encontram. O sentimento de estar sempre correndo atrás me perseguiu todos esses anos.

Que eles crescem muito mais rápido do que somos capazes de perceber, isso todos sabemos, e o que todos também sabemos, é que não precisamos estar juntos fisicamente para estarmos juntos. Agora, por que a distância? Pelo fato de que quando estamos juntos falamos mais do que ouvimos? Quando falamos mais buscamos suprir a distância física? Sei lá, ta quente demais para ficar filosofando, fora o fato de que pensarão que estou passando por problemas.

Problemas, no meu caso, e até que eu faça o “check up” anual, eu diria que se resumem em alguns, talvez muitos quilos a mais. Para os demais, fiz amizade com uma bruxa, firmei convênio com a ala feminina do ETA - Euskadi Ta Askatasuna, que atualmente tem se limitado as apresentações de Flamenco, com uma muambeira que também atua como baixista de um grande conjunto de Rock, além da turma da pesada – Garibaldo, Juquinha – o da bala e o SID.....Que delicia!. Valeu moçada.